Pressão um pouco alta. Uma cintura que foi aumentando. Triglicerídeos um pouco acima, açúcar no limite da faixa. Isoladamente, nada disso parece merecer muita atenção. Juntos, formam um padrão reconhecido chamado síndrome metabólica.
O NHS a descreve como um conjunto de problemas de saúde que aumentam o risco de diabetes tipo 2 e de condições que afetam o coração e os vasos, e observa que ela é muito comum. Um exame de síndrome metabólica reúne num só painel as partes desse padrão que vêm do sangue.
Como a síndrome metabólica é definida
Em 2009, várias organizações internacionais chegaram a uma definição conjunta. Ela lista cinco componentes, e ter três ou mais caracteriza a síndrome metabólica (Alberti et al., 2009):
- pressão arterial elevada;
- triglicerídeos elevados;
- colesterol HDL baixo;
- glicose de jejum elevada;
- cintura aumentada (obesidade central).
Dois deles, a pressão e a cintura, são medidos no corpo. Os outros três vêm do exame de sangue. O NHS explica que, ao avaliar a síndrome metabólica, o clínico geral costuma perguntar sobre o histórico familiar, verificar IMC e cintura, medir a pressão e pedir exames de sangue de glicose e gorduras.
O NHS também liga a síndrome metabólica à resistência à insulina, quando o corpo não responde direito à insulina, e ao excesso de gordura na barriga. E observa que o risco aumenta com a idade e com fatores como alimentação rica em gordura saturada, pouca atividade, tabagismo e muito álcool.
O que o Metabolic Syndrome Profile mede
Segundo a LML, que processa o exame, o Metabolic Syndrome Profile do catálogo da BPR Clinic inclui:
- Perfil completo de colesterol: colesterol total, HDL, LDL, não HDL, triglicerídeos, relação colesterol total/HDL e porcentagem de HDL.
- Glicose e HbA1c: o açúcar no sangue no momento da coleta e nos últimos meses.
- Insulina: quanta insulina o corpo está produzindo para manter a glicose na faixa.
- PCR ultrassensível: um marcador de inflamação de baixo grau.
- Adiponectina: um hormônio produzido pelo tecido de gordura, explicado abaixo.
O perfil cobre, portanto, os três componentes da definição que vêm do sangue e acrescenta marcadores que ajudam a explicar o contexto: insulina, inflamação e adiponectina.
O que a adiponectina acrescenta
O tecido de gordura não é só um depósito. Ele libera hormônios, chamados adipocinas, que conversam com o resto do corpo. Uma revisão na revista Molecules descreve como as adipocinas participam do desenvolvimento da síndrome metabólica e observa que a adiponectina melhora a sensibilidade à insulina e o metabolismo das gorduras (Kim et al., 2022).
Segundo a LML, os níveis de adiponectina são inversamente relacionados à porcentagem de gordura corporal, então tendem a ser mais altos em quem tem menos gordura. Níveis baixos já foram associados a resistência à insulina, diabetes tipo 2, obesidade e doença cardiovascular. Uma revisão na Circulation Research acrescenta que a adiponectina baixa na obesidade é um biomarcador que ajuda a prever eventos cardiovasculares, mas lembra que a relação é mais complexa do que "alto é sempre bom" (Zhao et al., 2021).
O exame Adiponectin também está no catálogo de forma isolada.
Quando o perfil costuma fazer sentido
Como orientação geral, o perfil costuma ser considerado a partir dos 35 anos, e antes disso quando há:
- peso concentrado na cintura;
- pressão arterial elevada;
- um resultado anterior com triglicerídeos altos, HDL baixo ou glicose alta;
- histórico familiar de diabetes tipo 2 ou doença do coração;
- vontade de acompanhar o progresso depois de mudanças na alimentação, na atividade ou no peso.
Com que frequência
Quem usa este perfil costuma repeti-lo uma vez por ano. Converse com um profissional de saúde sobre o intervalo certo e sobre se um painel menor responderia à sua pergunta.

