Exame de síndrome metabólica: o painel que junta tudo

BPR Clinic20 de outubro de 20265 min de leituraRead in English

A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que costumam aparecer juntos. Veja como ela é definida, o que mede o Metabolic Syndrome Profile e onde entra a adiponectina.

Exames deste artigo:Metabolic Syndrome Profile,Adiponectin

Pressão um pouco alta. Uma cintura que foi aumentando. Triglicerídeos um pouco acima, açúcar no limite da faixa. Isoladamente, nada disso parece merecer muita atenção. Juntos, formam um padrão reconhecido chamado síndrome metabólica.

O NHS a descreve como um conjunto de problemas de saúde que aumentam o risco de diabetes tipo 2 e de condições que afetam o coração e os vasos, e observa que ela é muito comum. Um exame de síndrome metabólica reúne num só painel as partes desse padrão que vêm do sangue.

Como a síndrome metabólica é definida

Em 2009, várias organizações internacionais chegaram a uma definição conjunta. Ela lista cinco componentes, e ter três ou mais caracteriza a síndrome metabólica (Alberti et al., 2009):

  • pressão arterial elevada;
  • triglicerídeos elevados;
  • colesterol HDL baixo;
  • glicose de jejum elevada;
  • cintura aumentada (obesidade central).

Dois deles, a pressão e a cintura, são medidos no corpo. Os outros três vêm do exame de sangue. O NHS explica que, ao avaliar a síndrome metabólica, o clínico geral costuma perguntar sobre o histórico familiar, verificar IMC e cintura, medir a pressão e pedir exames de sangue de glicose e gorduras.

O NHS também liga a síndrome metabólica à resistência à insulina, quando o corpo não responde direito à insulina, e ao excesso de gordura na barriga. E observa que o risco aumenta com a idade e com fatores como alimentação rica em gordura saturada, pouca atividade, tabagismo e muito álcool.

O que o Metabolic Syndrome Profile mede

Segundo a LML, que processa o exame, o Metabolic Syndrome Profile do catálogo da BPR Clinic inclui:

  • Perfil completo de colesterol: colesterol total, HDL, LDL, não HDL, triglicerídeos, relação colesterol total/HDL e porcentagem de HDL.
  • Glicose e HbA1c: o açúcar no sangue no momento da coleta e nos últimos meses.
  • Insulina: quanta insulina o corpo está produzindo para manter a glicose na faixa.
  • PCR ultrassensível: um marcador de inflamação de baixo grau.
  • Adiponectina: um hormônio produzido pelo tecido de gordura, explicado abaixo.

O perfil cobre, portanto, os três componentes da definição que vêm do sangue e acrescenta marcadores que ajudam a explicar o contexto: insulina, inflamação e adiponectina.

O que a adiponectina acrescenta

O tecido de gordura não é só um depósito. Ele libera hormônios, chamados adipocinas, que conversam com o resto do corpo. Uma revisão na revista Molecules descreve como as adipocinas participam do desenvolvimento da síndrome metabólica e observa que a adiponectina melhora a sensibilidade à insulina e o metabolismo das gorduras (Kim et al., 2022).

Segundo a LML, os níveis de adiponectina são inversamente relacionados à porcentagem de gordura corporal, então tendem a ser mais altos em quem tem menos gordura. Níveis baixos já foram associados a resistência à insulina, diabetes tipo 2, obesidade e doença cardiovascular. Uma revisão na Circulation Research acrescenta que a adiponectina baixa na obesidade é um biomarcador que ajuda a prever eventos cardiovasculares, mas lembra que a relação é mais complexa do que "alto é sempre bom" (Zhao et al., 2021).

O exame Adiponectin também está no catálogo de forma isolada.

Quando o perfil costuma fazer sentido

Como orientação geral, o perfil costuma ser considerado a partir dos 35 anos, e antes disso quando há:

  • peso concentrado na cintura;
  • pressão arterial elevada;
  • um resultado anterior com triglicerídeos altos, HDL baixo ou glicose alta;
  • histórico familiar de diabetes tipo 2 ou doença do coração;
  • vontade de acompanhar o progresso depois de mudanças na alimentação, na atividade ou no peso.

Com que frequência

Quem usa este perfil costuma repeti-lo uma vez por ano. Converse com um profissional de saúde sobre o intervalo certo e sobre se um painel menor responderia à sua pergunta.

Como se preparar e como é feita a coleta

O NHS observa que, para exames de sangue de glicose e gorduras, pode ser pedido que você não coma nem beba nada além de água por até 12 horas antes. Siga as instruções que vierem com o seu pedido.

A BPR Clinic não faz coleta. O perfil precisa de sangue da veia, colhido pela LML:

  • num ponto de coleta da LML, que você encontra buscando pelo seu postcode;
  • ou com um flebotomista em casa.

Menores de 18 anos que forem ao ponto de coleta precisam ir acompanhados de um adulto. A LML informa cerca de 2 semanas para o resultado tanto do Metabolic Syndrome Profile quanto do exame de adiponectina.

Lendo os resultados

Um perfil como este é mais útil quando os resultados do sangue são combinados com a pressão arterial e a medida da cintura, já que esses dois também fazem parte da definição. Um profissional pode juntar os cinco componentes e olhar os marcadores extras no contexto.

O NHS descreve a mudança de hábitos como o principal caminho na síndrome metabólica: perder peso se necessário, comer menos gordura saturada e mais frutas, verduras e grãos integrais, fazer pelo menos 150 minutos de exercício moderado a intenso por semana e não ficar muito tempo sentado. Algumas pessoas também recebem remédios para peso, açúcar, colesterol ou pressão.

Perguntas frequentes

Só o exame de sangue confirma a síndrome metabólica? Sozinho, não. A definição também inclui a pressão arterial e a medida da cintura, então um profissional junta os resultados do sangue com essas medidas.

Preciso de jejum? Pode ser pedido jejum de até 12 horas, só com água. Siga as instruções que vierem com o seu pedido.

Por que incluir insulina e adiponectina? Elas não fazem parte da definição formal, mas ajudam a explicar o contexto, principalmente a resistência à insulina e o comportamento do tecido de gordura.

Referências

  1. Alberti KG, Eckel RH, Grundy SM, et al. Circulation. 2009;120(16):1640-5. PMID 19805654
  2. Kim JE, Kim JS, Jo MJ, et al. Molecules. 2022;27(2). PMID 35056647
  3. Zhao S, Kusminski CM, Scherer PE. Circ Res. 2021;128(1):136-149. PMID 33411633
  4. Metabolic syndrome. nhs.uk

Os exames deste artigo

Analisados pela London Medical Laboratory. Escolha o kit em casa, um ponto de coleta da LML ou um flebotomista em casa.

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This article is for general information and education only and is not a substitute for an individual assessment or treatment by a qualified healthcare professional. If you have significant, worsening or concerning symptoms, please seek advice from a suitably qualified clinician.