Começar a terapia de reposição de testosterona (TRT) raramente é uma decisão única. Depois que o tratamento começa, as perguntas mudam: a dose está certa, o corpo está lidando bem, algo está saindo do lugar e merece atenção? Os exames de sangue regulares respondem a essas perguntas. Este guia explica o que costuma ser acompanhado na TRT e o que inclui o Testosterone Replacement Therapy Profile do catálogo da BPR.
Por que acompanhar
A LML afirma com clareza que os níveis de testosterona precisam ser checados regularmente por quem usa testosterona por qualquer motivo, e que é possível ter testosterona demais, não só de menos. A diretriz da Endocrine Society recomenda que homens em TRT sejam acompanhados com um plano padronizado que inclui sintomas, efeitos colaterais e adesão, testosterona no sangue, hematócrito e uma avaliação do risco de câncer de próstata no primeiro ano de tratamento (Bhasin et al., 2018). A diretriz sugere mirar a testosterona no meio da faixa normal.
A atualização de 2025 da European Association of Urology sobre saúde sexual e reprodutiva masculina também reforça indicação adequada e acompanhamento estruturado para homens em terapia com testosterona (Salonia et al., 2025).
Os marcadores principais
Testosterona, testosterona livre e SHBG
Mostram se a dose está levando os níveis à faixa pretendida. O momento da coleta depende do tipo de tratamento (gel, injeção ou outras formas), então quem prescreve vai dizer em que ponto do ciclo de doses fazer o exame. A testosterona livre é calculada a partir da total, da SHBG e da albumina.
Hematócrito e hemoglobina
A testosterona estimula a produção de glóbulos vermelhos. Uma revisão de 2025 explica que a TRT pode elevar o hematócrito e a hemoglobina, e que níveis muito altos podem aumentar o risco de coágulos, por isso precisam ser acompanhados de perto (Fink et al., 2025). A revisão também observa que a forma de administrar a testosterona parece influenciar quanto o hematócrito sobe. O hematócrito elevado é uma das situações em que a Endocrine Society recomenda não iniciar a TRT (Bhasin et al., 2018).
PSA
O antígeno prostático específico (PSA) faz parte da avaliação do risco prostático no primeiro ano. A diretriz da Endocrine Society inclui o PSA elevado entre as situações que pedem avaliação urológica antes de começar a terapia (Bhasin et al., 2018).
Estradiol, LH e FSH
Parte da testosterona se transforma em estradiol. O LH e o FSH, os sinais da hipófise que comandam a produção natural, costumam cair na TRT. O seu médico pode usá-los para entender como o seu corpo está respondendo.
O que o TRT Profile inclui
O Testosterone Replacement Therapy Profile da LML reúne esses marcadores com um check-up mais amplo. Ele inclui:
- testosterona, SHBG, albumina, testosterona livre (calculada) e índice de andrógenos livres;
- estradiol, LH, FSH e prolactina;
- hemograma completo, com hemoglobina e hematócrito;
- PSA;
- perfil de colesterol (total, LDL, HDL, não HDL e triglicérides) e HbA1c;
- função da tireoide (TSH, T4 livre e T3 livre);
- marcadores de fígado e rins e ferritina.
Entre as revisões completas, alguns homens só precisam conferir a testosterona; o Testosterone Plus Profile cobre a testosterona total e livre com a SHBG.
Com que frequência?
O plano da Endocrine Society concentra os controles regulares no primeiro ano, seguidos de revisão contínua (Bhasin et al., 2018). Na prática, muitos homens em TRT fazem exames a cada 3 a 6 meses, principalmente no início ou depois de mudar a dose, e com menos frequência quando tudo está estável. Converse com quem prescreve sobre o calendário certo para você: essa pessoa conhece o seu tratamento e o seu histórico.

